FILOSOFIA E PSICOLOGIA

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POWERPOINT: HISTÓRIA DAS IDEIAS POLÍTICAS

Publicado por Jyoti Gomes em 14/02/2010

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A FILOSOFIA NO TEMPO

Publicado por Jyoti Gomes em 07/02/2010

A FILOSOFIA NO TEMPO

“Filosofia Pré-socrática” é a designação genérica da filosofia grega entre os séculos VII e VI a.C. Os físicos da Jónia procuravam explicar o mundo pelo desenvolvimento cíclico de um princípio comum a todas as coisas (Tales: água, Anaximandro: ápeiron, Anaxímenes: ar, Heraclito: fogo); Os Eleatas (Parménides, Zenão) afirmavam que o Ser é unidade e imobilidade e que a mutação não passaria de uma aparência; Os Atomistas (Leucipo, Demócrito) sustentavam que o Universo seria constituído por átomos reunidos ao acaso; Os Sofistas (Protágoras, Pródico, Górgias), professores itenerantes que ensinavam (sobretudo retórica) a troco de dinheiro, denunciaram a convencionalidade das instituições sociais e a relatividade do conhecimento humano (Protágoras: “o homem é a medida de todas as coisas”).

TALES DE MILETO (640-FILOSOFIA – 10º ANO548 a. C.) Filósofo grego. Foi o primeiro a receber o nome de “sábio”. Foi geómetra, matemático e físico. Aristóteles diz que ele foi o “fundador” da Filosofia, ao referir a água como o arkhé, o princípio primordial que determinaria a existência, a vitalidade e regularidade de todas as coisas. Estas seriam apenas alterações, condensações ou dilatações da água. HERACLITO (séc. VI-V a. C.) Filósofo grego nascido em Éfeso. Filósofo do “devir”, é um dos mais influentes pensadores Pré-socráticos. Melancólico e obscuro, escreveu em estilo oracular. Defendeu uma concepção dialéctica da realidade segundo a qual tudo estaria em movimento: o universo estaria impregnado de um dinamismo eterno. Ele escreveu: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”, “Tudo se faz por contraste”, “Da luta dos contrários é que nasce a harmonia”. Só o sábio chegaria ao conhecimento do Logos subjacente a toda a mudança, que tudo une num equilíbrio dinâmico. PARMÉNIDES (544-450 a. C.) Nasceu em Eleia, na Grécia. Descobre o carácter contraditório do movimento e da mudança, apreendidos pelos sentidos. Isto levou-o a considerar o devir como uma ilusão que a razão (superando os limites da simples opinião) se encarregaria de negar. “o Ser é único, imóvel, imutável, eterno e oculto sob o véu das aparências múltiplas”, ”O Ser é, o não-Ser não é”. Geralmente pensa-se que a sua filosofia se oporia à filosofia de Heraclito: representariam, assim, dois modos distintos de entender o real, exprimiriam os dois pólos do pensamento humano: a multiplicidade e a unidade, o movimento e o repouso. Há, no entanto, interpretações diferentes quanto à validade desta contraposição de concepções, uma vez que Heraclito faz referência a um Logos subjacente a todo o devir e Parménides não nega a existência (aparente) do movimento empírico.

Filosofia grega clássica (Atenas torna-se, no Séc. V a. C., uma democracia e o centro da cultura grega).

SÓCRATES (470-399 a. C.) Filósofo grego. nascido em Atenas. Foi mestre de Platão. Filho de uma parteira e de um escultor. “Crítico” dos Sofistas, fez do seu filosofar uma busca incessante da verdade e da virtude. Acreditando obedecer a uma voz interior (um Daimon), realizou uma tarefa de educador público e gratuito. Foi uma consciência inquiridora e inquietadora para os seus contemporâneos, levando-os (através do diálogo e da “maiêutica”) a avançar autonomamente no caminho da verdade. Incentivou a reflexão crítica sobre as grandes questões da vida e do homem. Preocupavam-no a procura do Bem e da Justiça verdadeiros. Teve a coragem de ser fiel ao seu ideal até ao fim, afrontando todos aqueles que tudo julgavam saber, sem afinal, “nada saberem”. Foi condenado à morte. Não deixou nada escrito. PLATÃO (427-348 ou 347 a. C.) Filósofo grego. Foi discípulo de Sócrates. Impressionado com a morte de Sócrates, decide dedicar a vida à filosofia. Na sua “Teoria das Ideias”, defendeu a existência de dois mundos: o mundo sensível e o mundo inteligível. As Ideias constituiriam a autêntica realidade, enquanto as coisas existentes no mundo sensível, seriam apenas cópias imperfeitas, sombras, da realidade ideal. A filosofia platónica é indissociável da procura do Bem e da Justiça, sendo o mal entendido como a ignorância do bem. Na obra “A República”, reflectiu sobre a construção da cidade justa e o bom governo do Estado e apresentou a sua “Alegoria da caverna”, tentando tornar mais acessível a teoria das ideias. A sua compreensão do ser humano é marcada pela ideia da imortalidade da alma. A filosofia platónica exerceu uma influência profunda no decurso da história do pensamento ocidental.ARISTÓTELES (384-322 a. C.) Filósofo grego, nascido em Estagira. Foi discípulo de Platão, criticando, posteriormente, a teoria platónica das ideias. Aos 50 anos, fundou a sua escola, o “Liceu”. É um dos mais importantes filósofos gregos, sendo considerado como um dos mais influentes filósofos de sempre. A sua obra é multifacetada, tratando de quase todos os domínios do saber: lógica, metafísica, física, psicologia, economia, política, ética, botânica, zoologia, etc. Devido às lutas políticas em que participou, foi obrigado a exilar-se na ilha de Eubeia, onde veio a falecer.

Filosofia pós-platónica: estendendo-se de 320 a.C. até ao início da Era Cristã, as escolas posteriores a Platão contrapuseram o ascetismo dos Cínicos e Estóicos ao hedonismo dos Cirenaicos e Epicuristas; Os Cépticos, por seu turno, afirmavam que as limitações do espírito humano nada permitiriam saber com certeza; Os Neoplatónicos concebiam o Uno como o Ser perfeito, o Bem absoluto, com o qual todas as coisas aspirariam identificar-se. A teoria neoplatónica formulada por Plotino (250-430) influenciou profundamente os pensadores cristãos primitivos e Sto. Agostinho, que também professaria a crença no carácter quase divino do conhecimento intelectual e no seu poder de libertação da alma.

AGOSTINHO, St.º (354-430). Nasceu em Tagaste. Foi bispo de Hipona. Filósofo neoplatónico, foi um dos fundadores do pensamento cristão. É um dos principais obreiros da síntese entre a filosofia clássica e o Cristianismo. Estudou em Cartago, Roma e Milão. Foi professor de retórica. A sua filosofia centra-se na questão da relação entre a fé e a razão. Sem a fé, a razão não consegue promover nem a salvação do homem nem a sua felicidade.

Filosofia medieval: designa-se por “Escolástica” o conjunto de doutrinas oficiais do cristianismo desenvolvidas entre os séc. V e XIII. Estas tornaram-se as doutrinas ensinadas nas primeiras Universidades europeias. Com a difusão na Europa das obras de Aristóteles, as teorias do estagirita são incorporadas à teologia por Sto. Tomás de Aquino.

ANSELMO, Stº (1033-1109). Italiano, foi Arcebispo de Cantuária em Inglaterra. Foi um dos filósofos que deu início à tradição Escolástica. Formulou o célebre “Argumento Ontológico” para demonstrar a existência de Deus (na sua obra Proslogion). Procurou, também ele, conciliar a fé e a razão. S. TOMÁS DE AQUINO (1227-1274. Filósofo e teólogo italiano. Cedo entrou para a ordem dos dominicanos.Estudou em Nápoles, Paris e Colónia. Foi aluno de S. Alberto Magno. Ensinou em Paris e nos estados do Papa. Morreu, quando se dirigia ao Concílio de Lyon. É autor de uma obra imensa. Procurou conciliar a filosofia de Aristóteles com os princípios do Cristianismo. Desse esforço surgiu a filosofia tomista, que procura demonstrar a ausência de qualquer ponto conflitual entre a fé e a razão. O pensamento de S. Tomás continua a exercer uma influência considerável na filosofia Ocidental.

Filosofia renascentista: corresponde ao movimento de reestruturação e ampliação dos horizontes culturais europeus nos séc.XV e XVI. Caracteriza-se pelo antropocentrismo, pelo desejo de emancipação em relação à igreja e pela plena reivindicação da reflexão: o único método aceitável  de investigação filosófica é o que recorre à razão, elemento comum a todos os homens (Nicolau de Cusa, Giordano Bruno, etc.).

Filosofia Moderna: Século XVII – Empirismo versus Racionalismo: o inglês Francis Bacon atacou o método dedutivo e apriorístico da tradição escolástica e enunciou as bases do método experimental e do empirismo (segundo o qual, a experiência é a fonte última de todo o conhecimento). René Descartes, com base em posições racionalistas (doutrina, segundo a qual o conhecimento deriva da razão e não da experiência), vai partir da dúvida metódica para a confirmação da existência do pensamento (“duvidar é pensar”) e de ideias inatas. A partir destes, vai deduzir a própria existência do Eu (“penso, logo existo”), de Deus e dos corpos materiais. Tem, no entanto, dificuldade em superar uma visão dualista, onde pensamento e extensão são vistos como duas substâncias autónomas. Thomas Hobbes vai expor, no Leviatã(1651), a noção de “pacto social” através do qual os seres humanos superariam o estado de “guerra de todos contra todos”. Espinosa (1632-1677), nascido em Amsterdão, filho de judeus portugueses, foi banido da sinagoga e excomungado sob a acusação de heresia. Racionalista, toma o método dedutivo como ponto de partida para, à maneira geométrica, apresentar uma concepção panteísta da realidade enquanto expressão de uma substância única (contra o dualismo cartesiano) como princípio criador e unificador do universo. Leibniz (1646-1716) concebe uma doutrina idealista, segundo a qual todos os seres são constituídos por substância simples (mónadas), entre as quais reina uma harmonia preestabelecida. Locke (1632-1706) difunde o empirismo e vai conceber a alma humana como uma página em branco onde o conhecimento vai ficando impresso paulatinamente. Atacou o autoritarismo político. A sua posição liberal vai constituir um modelo para a política da burguesia em ascensão.

DESCARTES, R. (1596-1650) Filósofo francês, geralmente considerado como o fundador do racionalismo moderno. Estudou no colégio de La Flèche, revelando-se um aluno inquieto, crítico e possuidor de uma inteligência brilhante. Terminou os estudos secundários em 1612, sem ter encontrado a verdade que tanto linha procurado nos livros. Por isso, decide-se a viajar e a procurá-la no “grande livro do mundo”. Assim, em 1618. alista-se nas tropas de Maurício de Nasau, e estuda a física coperniciana. Entra depois no exército do imperador da Baviera. Frequentou os meios intelectuais parisienses. Entra em contacto com o cardeal Bérulle que o aconselha a dedicar-se ao estudo da filosofia tendo como objectivo a conciliação da “nova ciência”. nascente com as verdades do Cristianismo. Em 1629 parte para a Holanda, onde se dedicou ao estudo da Matemática e da Física. Morre na Suécia em 1650. É autor de uma obra vasta e profunda que exerceu grande influência no pensamento moderno e contemporâneo.

Século XVIII – O século do iluminismo: David Hume (1711-1776) parte de posições empiristas para pôr em causa a própria noção de causalidade, procurando efectuar uma crítica radical de todas as formas de dogmatismo. George Berkeley (16851685-1763) também parte do empirismo mas propõe-se a combater, com base neste, a incredulidade e o materialismo. Para Berkeley, o mundo exterior é formado de puras ideias eternas, que têm origem nas inteligências humana e divina. Os iluministas franceses (Montesquieu, Voltaire, Diderot e os enciclopedistas) vão fornecer o esteio teórico da revolução francesa. Destes, distancia-se Rousseau (1712-1778), um dos primeiros filósofos da modernidade a ter uma atitude céptica em relação ao poder e ao valor moral da razão humana. Rousseau vê no progresso social a causa da decadência e da corrupção de uma natureza humana que, em si mesma, é inocente (a ideia do bom selvagem). A sua teoria do contrato social vai reflectir esta concepção geral do homem. Rousseau vai influenciar todas as críticas posteriores à razão, desde os anti-dogmáticos aos românticos e aos irracionalistas extremos. Kant (1724-1804), filósofo alemão, é um dos grandes pensadores da modernidade. A influência do seu pensamento estende-se até aos nossos dias. O seu sistema filosófico é geralmente designado como “idealismo transcendental”. Reflectiu, analisou e clarificou algumas das grandes questões do conhecimento (Crítica da Razão Pura) e da moral (Crítica da Razão Prática). Kant tentou superar a contradição entre o empirismo e o racionalismo. Considerando a crítica do conhecimento como o objecto da filosofia vai colocar de início a questão de saber como conhecemos, averiguando as formas e categorias a priori (anteriores à experiência) que “configuram” o objecto e que permitem ordená-lo e conhecê-lo. Kant vai elaborar uma teoria dualista, segundo a qual, só é cognoscível o nível fenoménico da realidade. O nível das essências, do númeno, da “coisa em si”, sendo transcendente, não é passível de conhecimento, permanecendo definitivamente inacessível. A teoria kantiana de conhecimento é completada por uma teoria da acção moral, onde se encontra desenvolvida a uma ética do dever baseada na noção de imperativo categórico: “Age de tal modo que a máxima da tua vontade possa valer sempre ao mesmo tempo como princípio de uma legislação universal”.

Século XIX – O fim dos grandes sistemas metafísicos: o dualismo kantiano levou vários filósofos posteriores a tentar superar a dicotomia absoluta entre os níveis fenoménico e essencial. Um dos mais influentes foi Hegel (1770-1831). Filósofo alemão, reitor da Universidade de Berlim, foi um dos filósofos que maior influência exerceu no pensamento da sua época e no desenvolvimento posterior da filosofia. Hegel procurou unificar toda filosofia anterior numa síntese segundo a qual a ideia absoluta (ou Deus) realiza-se na natureza e na história humana num progresso dialéctico e multifacetado até à liberdade total, que equivaleria à unificação do espírito humano com o divino. Hegel, recuperando o pensamento de Heraclito, vai considerar a realidade como resultado de um constante processo dialéctico de resolução das suas contradições internas (pelo movimento de tese, antítese e síntese). A filosofia de Hegel é por muitos, considerada como “o último grande sistema da tradição clássica”. Marx (1818-1883): Filósofo alemão nascido em Trier de uma família judia convertida ao protestantismo. Marx elaborou uma concepção dialéctica materialista, que serviu de base teórica para uma nova interpretação da natureza, da sociedade humana e do pensamento. A sua obra “O Capital” é uma das obras paradigmáticas do nosso tempo, contribuindo para a formação do pensamento social e político contemporâneo. Nietzsche (1844-1900) Filósofo. alemão nascido na Prússia. Foi um dos pensadores mais originais do século XIX, A sua filosofia exerceu grande influência sobretudo na Alemanha e na França. Estudou nas universidades de Bona e Leipzig. Foi professor de Filologia grega na Universidade de Basileia. A sua filosofia constitui-se numa crítica radical aos valores tradicionais da cultura Ocidental. Defende que a Filosofia devia ter como tarefa libertar o homem dessa tradição. perspectivando, assim, uma nova era, uma nova forma de pensar e agir, através da “transmutação dos valores” que permitiria ao homem superar-se a si próprio.

Século XX – Entre o cientismo e o irracionalismo: o progresso técnico-científico nas mais diversas áreas da produção e das ciências particulares (física, biologia, psicologia, etc.) influencia o desenvolvimento da teoria do conhecimento, das metodologias, da filosofia da ciência, da lógica.

1) Correntes analíticas:

- Neopositivismo.

- Estruturalismo.

- Pós- positivismo, pós-estruturalismo.

- Racionalismo crítico: Popper.

- “Filosofia analítica”:

Lógica: Frege(1848-1925), B. Russell (1872-1970).

Filosofia da linguagem: Russell, Wittgenstein (1889-1951), J.L. Austin, G. Ryle.

2) “Filosofia continental”:

- Filosofia da vida: Bergson, Simmel, Klages.

- Fenomenologia: E.Husserl (1859-1938), Merleau-Ponty (1908-1961), M.Scheller (1874-1928).

- Existencialismo (Sob influência de Kierkegaard, filósofo da primeira metade do séc. XIX): Jaspers, Gabriel Marcel, Sartre (1905-1980), Camus.

- Heidegger e a sua ontologia fundamental.

- Gadamer e o carácter ontológico da hermenêutica.

3) “Pós-modernismo”: Lyotar (crítica ao “culto da razão”); Foucault (conhecimento e poder); Lacan (a ficção do Eu); Derrida (Desconstrução).

HEIDEGGER, M. (1889-1976) Filósofo alemão nascido em Messkirch. É um dos Filósofos mais importantes do século xx. Foi primeiramente professor na Universidade de Frieburgo. Em 1923 foi nomeado professor titular na Universidade de Marburg. Em 1928 sucedeu a Husserl na cátedra de Filosofia de Frieburgo. Levou a cabo uma profunda reflexão sobre o “sentido da existência humana, sobre as origens da metafísica e o significados da sua influência no pensamento ocidental. Recuperou, assim. como tema central a ,questão ontológica do ser, que na tradição moderna, dera lugar à problemática do conhecimento e da ciência (é necessário recuperar o sentido original do ser). Retoma, em seguida, a questão clássica da tradição filosófica: o problema da verdade. WITTGENSTEIN, L. (1889-1951) Filósofo austríaco. Foi professor na Universidade de Cambridge. na Inglaterra, onde viveu grande parte da sua vida. Foi um dos fundadores da filosofia analítica. O seu pensamento exerceu grande influência sobretudo no ,Círculo de Viena. Defendeu que a principal preocupação da filosofia deve ser a análise da linguagem, do seu alcance e dos seus limites. Na segunda fase do seu pensamento reflectiu sobre os jogos da linguagem, ou seja, sobre a multiplicidade de usos que fazemos de palavras e expressões. sem que haja nenhuma essência definidora da linguagem enquanto tal.

Prof. Luís Gomes (Várias fontes, texto adaptado)

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